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A Meta anunciou um novo plano estratégico voltado à expansão de sua capacidade computacional em inteligência artificial. A iniciativa contempla o lançamento de um super data center chamado Prometheus, previsto para entrar em operação em 2026. O centro fará parte de uma infraestrutura de computação em larga escala, com capacidade estimada de 1 GW, voltado ao treinamento de modelos avançados de linguagem e aplicações de IA generativa.

A empresa projeta investir centenas de bilhões de dólares nos próximos anos, com foco na construção de diversos superclusters de IA, otimizados para cargas de trabalho de alta complexidade. Esses ambientes vão concentrar grandes volumes de processamento de dados, servindo como base para a evolução de sistemas voltados à chamada superinteligência uma próxima geração de inteligência artificial com capacidades superiores às da cognição humana.

O primeiro supercluster será construído em New Albany, Ohio, enquanto outra instalação, nomeada Hyperion, está prevista para ser implantada no Condado de Richland, Louisiana, com expansão projetada para até 5 GW de capacidade computacional até 2030. O objetivo é acelerar significativamente o desenvolvimento de soluções proprietárias, posicionando a empresa na liderança tecnológica do setor.

Os novos data centers representarão uma mudança de patamar na infraestrutura da companhia, com ênfase em performance, escalabilidade e densidade computacional. Um dos diferenciais da iniciativa será a proporção de recursos computacionais disponíveis por pesquisador, com ambição de estabelecer um novo padrão de excelência em laboratórios de IA.

No entanto, o crescimento acelerado da infraestrutura de IA levanta preocupações quanto ao consumo de energia. Estimativas indicam que, até o final da década, centros de dados voltados à IA poderão representar até 20% da demanda energética dos Estados Unidos, comparado aos 2,5% registrados em 2022. Os superclusters Prometheus e Hyperion, por exemplo, terão consumo equivalente ao de milhões de residências.

Essa pressão sobre os sistemas locais de energia já tem gerado impactos. Em alguns estados norte-americanos, projetos de menor escala já provocaram escassez de recursos hídricos, afetando diretamente comunidades no entorno das instalações. Para mitigar esses efeitos, há planos em andamento para acelerar a aprovação de iniciativas voltadas à geração de energia, especialmente por meio de fontes como gás natural, carvão, geotérmica e nuclear.

A movimentação da Meta sinaliza uma nova fase de consolidação da infraestrutura de IA em escala global, marcada por investimentos agressivos, concentração de poder computacional e transformação na lógica operacional das empresas de tecnologia. A companhia busca estabelecer um ecossistema auto suficiente, capaz de sustentar o avanço contínuo de modelos cada vez mais sofisticados e integrados ao cotidiano de usuários e organizações.

O cenário reforça o papel estratégico que a infraestrutura energética e computacional terá no futuro da IA. A disputa por eficiência, escala e soberania digital deve se intensificar, à medida que empresas globais expandem seus investimentos para manter vantagem competitiva frente aos desafios tecnológicos emergentes.

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